Negócio de amigos

Finalmente saiu o acordo Brasil-Bolívia em torno da venda das duas refinarias da Petrobras no território do país vizinho. A estatal boliviana (YPFB) vai pagar US$ 112 bilhões pelas instalações de Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra, segundo informações do ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau.

O governo Evo Morales tem motivos de sobra para festejar a transação tendo em vista que a proposta inicial da estatal brasileira foi de US$ 153 milhões. Morales teria afirmado que a intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi altamente benéfica, tendo revertido no polpudo desconto de US$ 41 milhões concedido ao comprador.

No auge da crise gerada pela decretação do monopólio boliviano na exploração e comercialização de petróleo e gás natural, a imprensa brasileira ventilou que o presidente Lula ?teria? recomendado à Petrobras que aceitasse a oferta feita pelo governo Morales.

Assim sendo, o presidente brasileiro não somente evita o contratempo que a Petrobras teria ao levar o impasse aos tribunais internacionais, mas passa a merecer o título de ?benefactor? da soberania boliviana sobre os hidrocarbonetos.

O conselheiro internacional de Lula, Marco Aurélio Garcia, sentenciara folhas atrás que a Petrobras já ganhou muito dinheiro na Bolívia. Destarte, o capitalismo selvagem sucumbe à velha solidariedade sindical…

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