Nascimento admite problemas na recuperação de trechos de estradas

O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, reconheceu há pouco a existência de problemas na qualidade das obras da Operação Tapa-buraco, em trechos da rodovia 070, no Estado do Mato Grosso. "Eu mesmo estive na 070 e encontrei problemas de obra mal feita", afirmou o ministro, ao chegar à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, onde ,em sessão conjunta com a Comissão de Infra-Estrutura, prestará esclarecimentos sobre o andamento da operação.

Ontem, o ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, apontou defeitos na execução do recapeamento de trechos da BR 070. Segundo Nardes, em alguns locais as placas de asfalto recém colocadas já estavam se soltando. Depois de admitir os problemas, Nascimento reiterou, hoje, que as empresas que não fizerem corretamente os trabalhos terão de refazer os serviços e entregar as obras dentro das normas técnicas. "Se colocar asfalto fora das normas técnicas a empresa vai perder o trabalho que fez. Tenho que preservar o dinheiro público", disse o ministro.

Ele também reforçou que os trabalhos só serão pagos depois de concluídas as auditorias sobre o serviço. Além da fiscalização prévia do TCU as obras estão sendo auditadas pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (DNIT), pelo Batalhão de Engenharia do Exército e pela Controladoria Geral da União. "As obras só serão pagas depois de auditadas", reforçou o ministro. A operação tapa-buraco, iniciada em 9 de janeiro,prevê reparos em 23,9 quilômetros de rodovias federais. A idéia do governo, inicialmente, era restaurar 26 mil quilômetros, mas o projeto foi posteriormente revisado.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.