Adriana Almeida, viúva de René Senna, ganhador da Mega-Sena morto em janeiro, foi interrogada pela juíza Renata Gil da Segunda Vara de Rio Bonito (RJ) nesta terça-feira (3) à tarde, no Fórum da cidade. Adriana negou ser a mandante do assassinato do marido e disse que "não vai assumir o que não fez". Outros seis envolvidos no crime foram chamados a depor, mas até por volta das 20h30, os interrogatórios não tinham sido concluídos.

Enquanto aguardava por ser interrogada, Adriana chorou ao ver o dono do restaurante "Self-suco", Gerson Alves da Silva, que entregou-lhe em mãos uma "quentinha" paga pela Prefeitura de Rio Bonito. "Eu não merecia isso", disse a viúva. "Ao me reconhecer, ela se emocionou. Adriana fazia bolos para o restaurante e freqüentava muito o local", contou o dono do restaurante.

A defesa de Adriana Almeida entrou nesta terça-feira no Fórum de Rio Bonito com pedido de revogação da prisão preventiva da ex-cabeleireira. A juíza Renata Gil havia decretado a prisão preventiva dos suspeitos porque, segundo ela, existem testemunhas no inquérito que declaram se sentir ameaçadas por alguns dos réus. A decisão foi tomada no dia 29 de março depois de aceitar a denúncia oferecida pelo Ministério Público.

De acordo com o advogado Adélson Rodrigues, a decisão da juíza deve sair no máximo em cinco dias. "Alego prisão injusta, sem culpa formada", disse o advogado, que assumiu o caso na segunda-feira. Ele é o terceiro a representá-la desde o crime. Além da viúva, Vanderson Souza, Janaína Oliveira, Ednei Gonçalves, Ronaldo Amaral e Marco Antônio Vicente foram chamados para o interrogatório.