A Venezuela liberou hoje o cruzeiro espanhol afetado por casos de influenza A (H1N1), a chamada gripe suína, que estava em quarentena no país. O navio partiu da ilha de Margarita rumo a Aruba, após o desembarque dos 376 passageiros venezuelanos, informou o secretário de saúde do Estado de Nueva Esparta, Jorge Alchaer. Eles estavam no cruzeiro Ocean Dream, operado pela empresa espanhola Pullmantur, onde foram detectados três tripulantes com influenza A (H1N1).

O Ocean Dream leva 759 passageiros e 400 tripulantes, segundo o secretário. Já o governo da Venezuela informou 1.219 passageiros e 460 tripulantes. Alchaer disse que os passageiros venezuelanos desembarcaram no porto de Guamache e seguiram para vários hotéis da ilha, onde seriam “recenseados”. Depois, eles seguirão até suas casas, para “isolamento domiciliar” e “acompanhamento epidemiológico”.

Inicialmente, as autoridades venezuelanas ordenaram que o navio ficasse em quarentena, logo após se detectar os três casos de gripe suína. Posteriormente, elas decidiram que os venezuelanos deveriam desembarcar e o navio, partir da ilha de Margarita.

A vice-ministra de Redes de Saúde Coletiva, Nancy Pérez, disse ontem que havia apenas três tripulantes com a doença e 14 pessoas suspeitas, também entre a tripulação. O cruzeiro partiu de Margarita rumo a várias ilhas do Caribe. Porém, o navio não pôde desembarcar em outros portos após autoridades de Curaçau confirmarem os três casos da doença.

A Pullmantur informou, em comunicado, que o Ocean Dream não recebeu permissão ontem para fazer escala nem em Granada nem em Barbados, após o problema vir a público. De acordo com a agência estatal local, viajavam no cruzeiro quatro brasileiros. Os passageiros mostravam descontentamento com a situação. “Estamos no meio da água, com gente que não quer nos dizer nada”, afirmou o venezuelano Mario Infantini, em entrevista ao jornal espanhol “El País”. “Isso não é quarentena, é um sequestro.”