A invocação pelo governo central da Espanha do artigo 155 contra a Catalunha será um processo longo e cheio de etapas, que não se resume apenas à destituição dos líderes locais.

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A partir da próxima semana, o Senado espanhol e o gabinete do primeiro-ministro Mariano Rajoy darão início ao processo de intervenção no governo catalão, que pode durar até seis meses.

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Abaixo, estão os detalhes deste processo.

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Comissão

Com base na Constituição espanhola, Rajoy anunciou no sábado três medidas contra o governo da Catalunha: a destituição de Carles Puigdemont, presidente regional; a diminuição do poder do parlamento local; e a convocação de eleição em até seis meses. O primeiro passo é formação na segunda-feira, 23, e a reunião na terça-feira, 24, de uma comissão de 27 senadores para analisar a proposta do premiê espanhol.

Defesa

A comissão de 27 senadores vai definir na terça-feira uma data limite para que o líder catalão faça sua defesa ao Senado, em Madri. Esta defesa poderá ocorrer pessoalmente, por um representante ou por uma carta. A previsão inicial, de acordo com parlamentares, é de que seja estabelecido o prazo até o meio-dia (hora local, 8h de Brasília) de quinta-feira. O líder catalão já disse que vai, ante disso, fazer uma reunião no parlamento local para discutir o tema.

Plenário

Na sexta-feira, 27, deve ser votado no plenário do Senado a proposta de Rajoy de intervenção no governo catalão. O Partido Popular, do premiê, tem maioria na Casa. Além do PP, o Partido Social Obreiro Espanhol (PSOE), de centro-esquerda, e o Ciudadanos, de centro-direita, anunciaram apoio à proposta do governo central.

Intervenção

Um dia depois da votação no Senado, na qual se espera que o governo central tenha ampla maioria, passa a valer a intervenção na Catalunha. Puigdemont e o conselho catalão de secretários são destituídos. O gabinete ministerial de Madri assume o poder executivo. O legislativo local se mantém, mas tem poderes limitados.

Eleição

Rajoy prometeu que em até seis meses após a intervenção na Catalunha será realizada uma eleição local. Todos os partidos poderão participar do processo. Fontes do governo espanhol dizem que Madri quer realizar o pleito em janeiro.