Subiu para 60 o número de mortos e para 125 o total de feridos no ataque suicida realizado hoje em meio a centenas de recrutas do Exército reunidos nas proximidades de um quartel-general militar em Bagdá. Este foi um dos atentados mais sangrentos na capital iraquiana em vários meses.

A grande explosão do lado de fora de uma importante divisão do quartel-general e do centro de recrutamento é um problema para as forças de segurança iraquianas e lança dúvidas sobre a capacidade de protegerem a si mesmas e ao país, a apenas duas semanas do início retirada das tropas norte-americanas. Permanecerão no país apenas 50 mil militares.

O porta-voz do Exército iraquiano, major-general Qassim al-Moussawi, responsabilizou a Al-Qaeda no Iraque por recrutar o suicida. Os insurgentes têm ameaçado intensificar os ataques antes da saída das tropas norte-americanas – e a violência aumentou nas últimas semanas. Os alvos têm sido o Exército, a polícia e outras forças de segurança, mas civis também têm sido mortos às centenas.

O ataque de hoje ocorreu por volta das 7h30 do lado de fora do prédio do Ministério da Defesa, que agora abriga o quartel-general da 11ª Divisão do Exército. Cerca de 250 novos recrutas se apresentam no local a cada semana, pois as forças de segurança iraquianas tentam aumentar suas fileiras para se preparar para partida dos militares norte-americanos após sete anos de guerra.