Vaga permanente na ONU diverge Brasil e México

Os discursos do presidente mexicano Felipe Calderón em favor da aproximação com o Brasil não reverteu a resistência do México ao possível ingresso do País no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), na condição de membro permanente. Questionado se o México poderia rever sua posição, Calderón desconversou. Ele defendeu que primeiro seja discutido o modelo de reforma da ONU e que, somente em um segundo momento, seja definido quais os países que tomarão parte de seus renovados organismos.

Curiosamente, a pergunta da imprensa brasileira causou constrangimento a Calderón e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visitou o México nesta segunda-feira (6). "Tenho de aceitar que temos uma divergência. A primeira decisão nas Nações Unidas é se vamos fazer a mudança ou não", afirmou Lula.

Para a abertura anual de sessão de trabalhos da Assembléia-Geral da ONU, em meados de setembro, o Brasil articula com seus aliados do G-4 o lançamento de um processo de negociação sobre a reforma das Nações Unidas, inclusive no Conselho de Segurança. Composto também pelo Brasil, Índia, Alemanha e Japão, o G-4 é um grupo de apoio recíproco para o ingresso no Conselho, como membros permanentes. Sua proposta prevê a inclusão de mais seis cadeiras permanentes – para os sócios do G-4 e mais dois países africanos -, com a condição de que não teriam o poder de veto nos dez primeiros anos.

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