Uruguai monitora possíveis efeitos de vulcão chileno

A Direção de Meteorologia do Uruguai monitora a situação no país, após a erupção do vulcão Chaitén, no Chile, ainda que considere que, por ora, há poucas possibilidades de as cinzas chegarem ao território.

O meteorologista Núbel Cisneros disse ser "muito difícil" que as cinzas cheguem ao Uruguai mas, em declarações a rádios locais, ressalvou que é "muito cedo" para descartar completamente essa hipótese.

Várias regiões da Argentina foram afetadas por nuvens de cinzas após a erupção do Chaitén, localizado 1.200 quilômetros ao sul de Santiago, e uma delas pousou sobre Buenos Aires, o que forçou, na quinta-feira, o cancelamento de vôos nacionais e internacionais.

No Uruguai, o instituto meteorológico informou que ainda não há um alerta sobre uma possível chegada de cinzas ao país, mas ele controla permanentemente a situação.

Segundo o instituto, eventuais nuvens de cinzas não implicarão em risco para a saúde da população.

Se persistir a atual velocidade do vento em altura proveniente do sudoeste, os especialistas não descartam que no sábado haverá condições para que a nuvem seja arrastada.

Amplas áreas do Uruguai, inclusive a capital, Montevidéu, se viram afetadas dias atrás pela fumaça vinda da Argentina, devido a uma queima de pastagens realizada por produtores agrícolas.

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