Brasil, Uruguai e Argentina não chegam a uma posição comum e o G-20 (grupo de países emergentes) não consegue fechar a nova proposta para as negociações agrícolas da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).

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Na segunda, antes de partirem para Potsdam (Alemanha) para cinco dias de debates, os delegados brasileiros participaram de uma reunião com os demais diplomatas do G-20, em Genebra (Suíça), em que ficaram demonstradas as contradições do bloco.

O objetivo do Brasil era conseguir que o grupo flexibilizasse sua posição nas negociações agrícolas para tentar um acordo com os demais países. Mas os governos do Uruguai e da Argentina deixaram claro que não vão aceitar reduzir a ambição do bloco em seus pedidos de abertura aos países ricos.

O resultado é que um novo documento com a posição do G-20 não pôde ser aprovado. Ao final da reunião, diplomatas de Cuba, da Venezuela e do Equador se queixavam da falta de transparência do Brasil, único país da América Latina a participar das negociações com Estados Unidos, Europa e Índia, o grupo de elite da OMC.

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