O Uruguai fará uma festa para se juntar à Marcha Mundial pela Legalização da Maconha. O evento contará com bandas musicais e feiras de artesanato e os organizadores prevêem público superior a seis mil pessoas.
"O que nos une é a reivindicação pelo autocultivo da Cannabis, pois acreditamos que na lei atual existe um vazio, já que no Uruguai se pode consumir maconha, mas a única forma de consegui-la é através do tráfico, ou seja, os meios para se obtê-la até agora são ilegais", disse à ANSA Francesca Casariego, do Movimento pela Liberação da Cannabis.
No próximo sábado (3), o movimento, que foi criado no ano passado com a união de organizações sociais e políticas (como a Juventude Socialista), vai se somar a outras 200 cidades do mundo que pedem a legalização da maconha.
O encontro será realizado no Parque Molino de Pérez, em Punta Gorda, a 16 quilômetros de Montevidéu. No ano passado, foram reunidas mais de seis mil pessoas, número que os organizadores esperam repetir ou superar.
A festa acontecerá entre as 14h e 22h locais e "a idéia é que seja uma festa familiar, por isso não queremos que a jornada se estenda até muito tarde. Irão famílias com filhos", declarou Francesca.
A lei vigente no Uruguai, aprovada durante o regime militar (1973-1985) e pouco modificada em 1988, defende o consumo e o porte para uso pessoal.
O Movimento pela Liberação da Cannabis apóia uma nova lei que garanta o livre acesso à maconha e regulamente sua forma de produção e distribuição.
Segundo dados da ONU, a maconha é consumida por mais de 4% da população mundial.