A União Europeia (UE) suspendeu a maior parte de suas sanções contra a Bielorrússia, incluindo o congelamento de bens e a proibição de viagens de longa período sobre o presidente Alexander Lukashenko, no maior impulso do bloco de melhorar os laços com o governo de Minsk.

No total, a UE suspenderá sanções a 170 pessoas e a três entidades por quatro meses. A decisão entrará em vigor neste sábado. Se as sanções não forem restabelecidas no final do período por todos os 28 países membros da UE, as sanções serão completamente abandonadas.

A UE tem mantido em vigor a proibição de armas e sua proibição de exportação de equipamento para a repressão interna à Bielorrússia. A UE tinha mantido também a manutenção do congelamento de bens e proibição de viajar contra quatro pessoas que a UE acredita estarem ligadas aos serviços de segurança bielorrussos e suspeitas de envolvimento no desaparecimento de figuras da oposição.

A decisão, que já era amplamente esperada, segue as eleições deste mês na Bielorrússia e as recentes decisões por parte das autoridades de libertar um número de presos políticos.

O movimento da UE baseia-se na esperança de que Lukashenko está buscando estreitar os laços com os países ocidentais para equilibrar o efeito de alavanca que a Rússia tem em Minsk.

No entanto, alguns diplomatas acreditam que a UE está premiando o regime da Bielorrússia prematuramente e que nem o histórico de direitos humanos de Lukashenko, nem sua abordagem política externa são suscetíveis de mudar de forma significativa ao longo do tempo. Fonte: Dow Jones Newswires.