A União Europeia pediu nesta sexta-feira que as nações se unam e exijam uma investigação com credibilidade sobre o suposto uso de armas químicas em uma ofensiva do regime sírio.

A chefe de relações exteriores do bloco, Catherine Ashton, também fez um apelo por um novo esforço para encontrar uma solução política para o conflito.

“A comunidade internacional precisa mostrar urgentemente união e garantir que uma investigação completa e com credibilidade possa ser conduzida”, afirmou a autoridade em um comunicado. “Sem mais delongas, devemos avançar em um processo diplomático em conformidade com as linhas da iniciativa para uma conferência de Genebra II.”

Ela reiterou “fortes preocupações” sobre o suposto uso de armas químicas. “Nós precisamos colocar um fim à espiral de violência, ao terrorismo e ao fluxo crescente de refugiados”, afirmou Catherine Ashton.

A UE tem pedido por uma solução política para a crise na Síria. Mas os países constituintes do bloco estão divididos. O Reino Unido e a França pressionam por uma postura mais agressiva, mas a maioria dos outros membros se mantém mais cauteloso sobre a intensificação do envolvimento.

Nesta sexta-feira, a Rússia definiu como “inaceitáveis” os pedidos para o uso de força contra o regime de Damasco. “No contexto de uma nova onda de propaganda contra a Síria, acreditamos que os pedidos de alguns países europeus para pressionarem o Conselho de Segurança da ONU e para tomar uma decisão agora sobre o uso da força é inaceitável”, disse o Ministério de Relações Exteriores em um comunicado .

O Ministério disse que as provas indicavam que o ataque foi “claramente provocativo por natureza” e que as imagens na internet tinham sido publicadas antes de o suposto ataque acontecer. A Rússia também acusou os rebeldes de “impedirem diretamente uma investigação objetiva” do incidente.

Fonte: Dow Jones Newswires.