O governo da Ucrânia espera que a inflação ao consumidor atinja 26% em 2015, um pouco mais elevada que a registrada em 2014, mas o dobro do estimado anteriormente. Em discurso durante uma reunião de gabinete, o primeiro ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk disse que “os parâmetros macroeconômicos mudaram (desde as previsões anteriores), antes de tudo por causa da agressão russa ao leste”.

Conforme o primeiro ministro, “qualquer previsão macroeconômica depende de uma questão-chave: se o acordo (de paz) de Minsk vai resistir”.

Os presidentes ucraniano e russo concordaram na quinta-feira, em Minsk, capital da Bielorrússia, em um novo acordo de cessar-fogo, que começa à meia-noite deste sábado, horário local. Mas tréguas anteriores no conflito entre os dois países não duraram.

A nova trégua é vista como uma possível última chance para acabar com o recente aumento repentino do conflito no leste da Ucrânia. O acordo de paz anterior, acertado em setembro, entrou em colapso rapidamente. Ao longo desta semana a violência se instalou e dúvidas sobre a implementação deste novo cessar-fogo aumentaram, enquanto os dois lados disputavam especificidades do acordo.

A previsão de Yatsenyuk de inflação de 26% neste ano implica uma desaceleração do aumento de preços ao longo do ano, na comparação com a taxa anualizada de 30% registrada para janeiro. Os preços ao consumidor subiram 3,1% em janeiro, em relação ao mês anterior, impulsionados pelo aumento nas tarifas reguladas e um forte enfraquecimento da moeda nacional.

A inflação ficou em 24,9% em 2014, com a forte desvalorização da moeda local – a Hryvnia – e as tarifas de energia levando os preços ao consumidor a registrar a maior alta em 14 anos.

O orçamento para este ano foi definido pelo presidente Petro Poroshenko em 31 de dezembro e previa uma inflação de 13% em 2015. Nele, também se previa que a hryvnia teria uma taxa de câmbio de 17 por dólar neste ano. Mas neste sábado o governo revisou a previsão para 21 por dólar, apesar de atualmente o dólar valer mais de 26 hryvnias no mercado de câmbio.

Fonte Dow Jones Newswires