As autoridades turcas voltaram a proibir em Istambul, pelo 30º ano consecutivo, qualquer manifestação pública no dia 1º de maio, Dia Internacional do Trabalho, segundo informaram fontes locais.
Em 21 de abril passado, a data foi aceita pelo governo turco com o nome de "Jornada do Trabalho e da Solidariedade", mas não como feriado nacional, pois "seria muito custoso para a economia do país", disse o porta-voz do governo, Cemil Cicek.
Segundo a rede NTV, o governador de Istambul, Muammer Guler, negou os pedidos dos principais sindicatos turcos para celebrar a festa dos trabalhadores na praça de Taksim, na parte européia da cidade, onde em 1º de maio de 1977 morreram 36 pessoas, cinco dos quais foram mortos por tiros de franco-atiradores, que dispararam de edifícios da região.
Em 1º de maio do ano passado, também em Istambul, a polícia atirou para o alto e lançou gases lacrimogêneos para dispersar uma manifestação não autorizada.


