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Trump ameaça tirar russos da Venezuela

  • Por Estadão Conteúdo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um alerta em tom de ameaça à Rússia para que retire equipamentos e militares enviados à Venezuela no fim de semana. O americano afirmou que “todas as opções estão abertas” para pressionar que isso aconteça, recorrendo à ameaça velada de que os EUA podem partir para uma intervenção militar contra o regime de Nicolás Maduro.

A fala do presidente americano aconteceu no Salão Oval da Casa Branca, quando ele recebeu Fabiana Rosales, mulher de Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional venezuelana. Guaidó já foi reconhecido por mais de 50 países, entre eles os EUA e o Brasil, como presidente interino da Venezuela.

Na Casa Branca, Fabiana denunciou perseguições do regime chavista a parentes de Guaidó e disse que o serviço secreto venezuelano tem ameaçado o opositor. “Eu temo pela vida de meu marido”, afirmou a mulher de Guaidó na Casa Branca. Ela também se reuniu com o vice-presidente Mike Pence.

A Rússia enviou no sábado à Venezuela dois aviões com militares e equipamentos liderados pelo general diretor de mobilização das Forças Armadas do país. O fato acendeu o alerta sobre uma possível preparação militar de Maduro, mas o governo russo alega que a movimentação é parte da cooperação rotineira entre os dois países.

Durante a tarde, o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, reiterou a mensagem do presidente pelo Twitter: “Como o presidente Trump deixou claro hoje, ‘a Rússia precisa sair’ da Venezuela”, escreveu Bolton.

Para Benjamin Gedan, ex-diretor para América do Sul no Conselho de Segurança Nacional dos EUA e atual integrante do programa de América Latina do Wilson Center, as ameaças militares de Trump abrem a porta para “provocações” dos aliados de Maduro.

“É possível que essas ameaças sejam para aterrorizar os militares venezuelanos e provocar uma revolta. Mas, enquanto isso, sua retórica afasta os aliados latino-americanos e ajuda a justificar ações provocativas dos aliados de Maduro em Moscou”, afirmou Gedan.

A Colômbia e o Brasil, mesmo alinhados com os EUA, já indicaram que não apoiam uma ação militar na Venezuela. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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