Tropas sírias com o apoio de tanques invadiram neste domingo uma cidade perto da fronteira com o Líbano. Nos últimos dois dias as forças de segurança capturaram mais de 500 pessoas, incluindo um importante membro da oposição, de acordo com ativistas.

O ativista de direitos humanos Mustafa Osso afirmou que as forças de segurança entraram no domingo cedo na cidade de Zabadini, cerca de 40 quilômetros a noroeste de Damasco, depois de cercarem a localidade um dia antes. Zabadini testemunhou uma série de protestos pedindo pela queda do regime do presidente Bashar Assad desde que começou em meados de março o levante contra o poder de mais de 40 anos da família de Assad.

Os Comitês Locais de Coordenação, que ajudam a organizar os protestos, disseram que cerca de dois mil membros do Exército e das agências de segurança tomaram Zabadani depois de cortarem os serviços de telefonia, as conexões de internet e a eletricidade da cidade.

Ativistas dizem que as ações do governo mataram 1.600 pessoas desde março, a maior parte manifestantes que não estavam armados. Mas o regime contesta o número e culpa uma conspiração estrangeira pelos distúrbios, afirmando que extremistas religiosos estão por trás deles.

Grandes operações em áreas de fronteiras têm sido comuns nos últimos quatro meses, uma vez que o governo vem tentando controlar o levante com uma mistura de concessões e força bruta. O Exército tem realizado operações na cidade de Daraa, na fronteira com a Jordânia; na província de Idlib, na fronteira com a Turquia; e na cidade de Talkalakh, perto do Líbano.

As autoridades sírias também prenderam o membro da oposição Ali Abdullah após uma ação na casa dele no subúrbio de Qatana, em Damasco, na manhã de domingo, disse o filho dele, Mohammad. Abdullah, 61, havia sido libertado após um perdão em 30 de maio, depois de passar quatro anos na cadeia. Abdullah é escritor e membro do grupo de oposição Declaração de Damasco. As informações são da Associated Press.