O tribunal encarregado de julgar os genocídios no Camboja negou nesta quinta-feira (20) um pedido de liberdade provisória para um ex-líder do Khmer Vermelho, Nuon Chea. Segundo o tribunal, Chea deve permanecer preso, sem direito a fiança, durante seu julgamento por crimes de guerra e contra a humanidade.
Chea era o ideólogo do Khmer Vermelho e foi preso no dia 19 de setembro. O julgamento dele no tribunal apoiado pelas Nações Unidas deve ocorrer ainda este ano. Ele é um dos cinco ex-líderes do Khmer Vermelho presos por suposto envolvimento com o governo brutal do grupo, entre 1975 e 1979.
As investigações do tribunal levaram no ano passado ao indiciamento de Chea por envolvimento com crimes que incluem "assassinato, tortura, perseguição, extermínio, escravizar, prisões, deportação, transferência forçada e outros atos desumanos".
Chea, de 81 anos, pode ser condenado à prisão perpétua. Nesta quinta-feira (20), o juiz Prak Kimsan manteve a ordem de prisão. O réu nega todas as acusações.
O Khmer Vermelho é responsabilizado por algo como 1,5 milhão de mortes no Camboja, entre 1975 e 1979. Liderado pelo marxista Pol Pot, o partido forçou milhões de pessoas a se transferir para o campo, para trabalhar em comunas. Houve sérios problemas com desabastecimento, fome, doenças e extermínios.


