Tribunal do Japão diz que exigir sobrenome igual para casais é constitucional

O Supremo Tribunal do Japão determinou nesta quarta-feira que a exigência de que casais tenham o mesmo sobrenome é constitucional. O resultado representa um revés para um prolongado esforço pela igualdade de gêneros na escolha dos nomes no país.

A lei não diz qual parceiro precisa desistir de um sobrenome no casamento. Geralmente, porém, quase sempre é a mulher que adota o nome do marido. Algumas mulheres veem isso como injusto e sentem como se perdessem a identidade, com a troca.

Em casamentos tradicionais, uma pessoa, geralmente a mulher, passa a fazer parte do núcleo familiar do parceiro e é registrada como integrante desse núcleo. Algumas mulheres, porém, continuam a usar o nome de solteira profissionalmente, mesmo que legalmente tenham o nome trocado. Alguns casais simplesmente não registram as uniões.

Em outro caso, o Supremo japonês determinou que não se pode proibir uma mulher de casar novamente antes de passar um período de seis meses após um divórcio. O pensamento por trás dessa exigência que caiu era supostamente impedir que uma mulher engravidasse de um homem e casasse com outro. A corte disse que essa restrição era datada, diante de avanços tecnológicos como os testes de DNA. Fonte: Associated Press.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.