O chanceler do México, Marcelo Ebrard, anunciou nesta segunda-feira, 12, que o fluxo de imigrantes ilegais que cruzam a fronteira para os Estados Unidos, sobretudo centro-americanos, diminuiu 74,5% em oito meses desde que o México apresentou seu plano de migração e desenvolvimento.

continua após a publicidade

“As travessias para os EUA tiveram uma redução de 74,5%, coincidindo com os resgates do Instituto Nacional de Migração”, disse Ebrard durante a entrevista coletiva matinal do presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador.

O chanceler afirmou que o México “hoje tem resultados positivos”, não apenas porque o fluxo irregular de migrantes está sendo reduzido, mas também porque as pessoas que estão no território nacional “estão seguras”.

Entre janeiro e maio de 2019, a migração de pessoas sem documentação regular na fronteira sul dos EUA disparou quase 150%, provocando uma reação furiosa do presidente Donald Trump, que ameaçou impor tarifas altas ao México se ele não interrompesse esses fluxos.

continua após a publicidade

Em junho, o México se comprometeu com os Estados Unidos a tomar “medidas sem precedentes” para conter a migração, um acordo que foi a tábua de salvação para impedir a tarifação de suas exportações – 80% das quais vão para os EUA. Desde então, o governo López Obrador enviou cerca de 26 mil militares, além de agentes de imigração, para as fronteiras norte e sul.

Ebrard também disse que o número de imigrantes esperando em solo mexicano o desfecho de seus casos nos tribunais de imigração dos EUA caiu de 50 mil para cerca de 2.500.

continua após a publicidade

Desde janeiro de 2019, os EUA estão enviando imigrantes, muitos da América Central e alguns do Brasil, ao México, conforme a diretriz conhecida como Protocolos de Proteção do Migrante, em um esforço para conter as levas de imigrantes que buscam asilo nos EUA. (com agências internacionais)