O Escritório Nacional de Emergências do Chile informou hoje que o total de mortos pelo terremoto de sábado no país subiu para 802. Segundo a presidente Michelle Bachelet, o número de perdas pode continuar subindo. “Eu acredito que o número de mortos irá aumentar, conforme o mar devolva mais corpos. O processo de remoção dos escombros ainda não está encerrado”, afirmou Bachelet, em entrevista à Rádio Cooperativa.

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Na entrevista, Michelle Bachelet negou que seu país teria rejeitado ajuda do exterior. “Li com surpresa a notícia de que havia rejeitado a ajuda internacional”, disse a governante. Ela explicou ter apenas declarado, após as primeiras ofertas de ajuda, que era preciso primeiro avaliar a situação e ver que tipos de materiais seriam mais necessários.

“É o que fizemos, e agora já temos hospitais de campanha, e telefones por satélite, por exemplo”, alegou. “Estamos pedindo o que realmente precisamos, não o que já temos no Chile”, disse Bachelet, que agradeceu pela solidariedade da comunidade internacional frente à catástrofe. A governante agradeceu aos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Peru, Alan García, assim como à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e ao chanceler boliviano, David Choquehuanca, pelas visitas que fizeram ao Chile.

A governante se defendeu das críticas recebidas por seu governo e pediu apoio dos chilenos ao presidente eleito, Sebastián Piñera, que assumirá o cargo no dia 11. Em relação aos saques e tumultos registrados em algumas cidades do sul do país depois do terremoto, Bachelet disse que “esperava que eles nunca tivessem acontecido”.

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Quanto à polêmica pela Marinha e o Escritório Nacional de Emergência (Onemi) não terem dado alerta de tsunami, afirmou que o que houve foi uma falta de coordenação provocada pelos problemas de comunicação ocorridos após o tremor, quando todos os sistemas entraram em colapso. Com informações da Dow Jones.

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