O presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no Palácio de Versalhes nesta segunda-feira e disse ter tido uma conversa “extremamente fraca” e direta com o líder russo. Segundo Macron, os dois conversaram sobre terrorismo, o uso de armas químicas na Síria e a questão da guerra civil na Ucrânia.

O presidente francês exaltou as relações com Moscou, ao dizer que o diálogo com a Rússia é crucial e nunca foi interrompido. Durante a coletiva de imprensa, Macron afirmou que, nos principais assuntos, nada é possível sem um diálogo com a Rússia e que nenhum progresso pode ser possível na Síria e na Ucrânia sem uma conversa “honesta” com Moscou. De acordo com o líder francês, nenhum diálogo com a Rússia foi interrompido e a questão é crucial.

Macron comentou que, sob seu governo, a França irá trabalhar junto com os russos em relação à guerra na Síria nas próximas semanas, mas ressaltou que qualquer uso de armas químicas em território sírio levará a “represálias” por parte de sua administração. Ele ressaltou que deseja uma forte parceria com a Rússia em relação à economia e ao combate ao terrorismo. Putin também disse concordar com o presidente francês sobre a luta contra o terrorismo ser a principal entre os dois países.

Questionados sobre uma possível interferência de Moscou nas eleições presidenciais francesas, Macron afirmou que os dois não discutiram sobre o tópico no Palácio de Versalhes e que “temos que seguir em frente” em relação ao tópico. Já Putin alegou que, apesar de todas as dificuldades, as empresas francesas permanecem em solo russo e que a alegação sobre a interferência na eleição francesa “não leva a lugar nenhum”.