A Geórgia e a Ossétia do Sul marcaram hoje o aniversário da guerra travada pelos dois lados no ano passado com cerimônias sóbrias e palavras duras. O líder ossetiano, Eduard Kokoity, acusou a Geórgia de ter promovido o massacre de civis quando eles tentavam fugir de uma ofensiva a Tskhinvali, a capital da Ossétia do Sul. O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, participou de uma cerimônia em um cemitério militar e deve promover um discurso ainda hoje.

A guerra de cinco dias de duração, durante a qual a Rússia enviou tropas e tanques em apoio às forças da Ossétia do Sul, começou quando a Geórgia lançou uma ofensiva em uma tentativa de retomar o território ossetiano. O conflito resultou na morte de pelo menos 390 pessoas, expulsou dezenas de milhares de suas casas, deixou um legado de animosidade entre os líderes da região e alimentou temores entre os civis de que um novo confronto possa ser deflagrado a qualquer momento.

A Ossétia do Sul, uma província georgiana que obteve independência de facto no início da década passada, é isolada do restante da Geórgia por diversos postos militares. Milhares de soldados russos estão posicionados na Ossétia do Sul em apoio às forças locais. A Geórgia, por sua vez, controla posições a apenas algumas centenas de metros da fronteira, monitorada pela União Europeia (UE).