Após entrar em uma das áreas mais seguras da capital do Afeganistão, Cabul, membros do Taleban usaram um carro-bomba para atacar o palácio presidencial do país. Todos os ativistas morreram e um guarda de segurança privada do palácio ficou ferido, disseram oficiais.

O Taleban assumiu a responsabilidade pelo atentado ao palácio presidencial, onde repórteres estavam esperando por um evento de notícias com a juventude afegã. No evento, era aguardado o discurso do presidente do país, Hamid Karzai, que falaria sobre os esforços para estabelecer as negociações de paz com o grupo militante.

O porta-voz do Taleban, Zabihullah Mujahid, declarou que o grupo assume a responsabilidade do ataque, alegando em uma mensagem de texto que os militantes “trouxeram a morte ao inimigo” com o atentado suicida.

O palácio está localizado em uma região que inclui a embaixada dos Estados Unidos e a sede das forças de coalizão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O acesso é restrito. O porta-voz de Karzai não confirmou se o presidente afegão estava no palácio no momento das explosões.

O chefe de polícia de Cabul, General Mohamad Ayub Salangi, disse que três dos quatro terroristas começaram a atirar depois que foram parados pelas forças de segurança. Eles tentavam entrar na área usando documentos falsos. Salangi confirmou que os responsáveis pelo atentado foram mortos e que um guarda de segurança ficou ferido.

Um carro-bomba explodiu ao tentar invadir o local. Cerca de 20 jornalistas se esconderam atrás de um santuário religioso.

O comandante da divisão do Exército de Cabul, Kadam Shah Shahim, disse que não sabia de mortes entre as forças de segurança ou civis.

A Embaixada dos Estados Unidos cancelou todos os compromissos consulares e aconselhou os cidadãos norte-americanos em Cabul a ficarem dentro de casa.

Na semana passada, os militantes do Taleban inauguraram um escritório político no Catar e indicaram que estão dispostos a negociar com os Estados Unidos e com o governo do Afeganistão. Ainda assim, o grupo mantém os atentados em território afegão. Fonte: Associated Press.