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Tailândia: premiê nega pedido para que deixe governo

A primeira-ministra da Tailândia, Yingluck Shinawatra, pediu nesta segunda-feira mais discussões para “restaurar a paz” e encerrar os protestos contrários ao governo, mas afirmou que as exigências dos manifestantes que ela se afaste de seu cargo e seja substituída por um conselho são inconstitucionais.

“Nós realmente ouvimos as demandas dos manifestantes”, disse Yingluck em discurso transmitido pela televisão nesta segunda-feira. “O governo não deseja ficar agarrado ao poder e qualquer coisa que leve à retomada da paz na Tailândia é sempre bem-vindo.”

O líder dos manifestantes – o ex-deputado da oposição Suthep Thaugsuban, do Partido Democrata – exigiu que ela seja substituída por um conselho nomeado, cuja tarefa será dirigir o país. Yingluck confirmou ter ser reunido com Suthep no domingo.

A premiê disse que a exigência para o “retorno do poder ao povo da Tailândia” não é compatível com a Constituição tailandesa. Ela se tornou primeira-ministra depois de seu partido, o Pheu Thai, ter vencido as eleições de 2011 com confortável maioria dos votos.

A polícia usou gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões de água contra os manifestantes nesta segunda-feira em partes de capital, como mostraram imagens de televisão. Os manifestantes jogavam pedras e garrafas e alguns, usando máscaras de gás, continuavam a tentar tomar importantes prédios do governo, num ato simbólico para derrubar o governo de Yingluck.

Confrontos entre manifestantes pró e contra o governo em outra parte da capital levaram à morte de pelo menos três pessoas ao longo do final de semana. Os protestos, que levaram milhares de pessoas para as ruas de Bangcoc, tiveram início após a apresentação de um controverso projeto de anistia que, segundo críticos, foi escrito para permitir que o irmão da premiê – o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que foi derrubado após um golpe militar em 2006 – retornasse do exílio sem enfrentar acusações que, segundo ele, foram feitas com motivações políticas.

“Eu farei de tudo para trazer a paz de volta ao povo da Tailândia”, disse Yingluck, acrescentando que pediu ajuda do Exército após a reunião com Suthep, no domingo.

Os militares disseram que não tomarão partido, mas enviaram tropas para tentar manter a ordem.

“Eu perguntei a Suthep que processo legal seria implementado para atende à demanda (que ela seja substituída por um conselho), que envolve o estabelecimento de uma administração popular e a elaboração de novas leis”, acrescentou Yingluck. Fonte: Dow Jones Newswires.

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