Suspeito de arquitetar o genocídio que deixou entre 500 mil e 800 mil vítimas em Ruanda, em 1994, Idelphonse Nizeyimana declarou-se inocente, hoje, perante o Tribunal Penal Internacional estabelecido em Arusha, Tanzânia.

Ele passou 15 anos foragido antes de ser detido, no mês passado, em Uganda e enviado ao tribunal patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Os Estados Unidos ofereciam recompensa de US$ 5 milhões por sua captura.

Os mortos pelo genocídio eram membros da minoria étnica tutsi e integrantes moderados da maioria hutu, que foram massacrados durante cem dias de carnificina em Ruanda.