Os líderes políticos do Sudão e do Sudão do Sul assinaram hoje uma série de acordo que fixam as fronteiras dos dois países e regulam as exportações de petróleo, após a separação dos sul-sudaneses em 2011.

O pacto, assinado depois de três semanas de negociações, ajudará a volta das exportações de petróleo sul-sudanesas usando oleodutos sudaneses, que chegam a portos no mar Vermelho.
Os dois países entraram em acordo em nove áreas chave, incluindo a criação de uma zona desmilitarizada nas regiões de fronteira. Os soldados de ambos os lados não poderão avançar para menos de 10 km das áreas divisórias.

No entanto, não foi feita nenhuma ação definitiva em relação aos conflitos territoriais nas em cinco províncias, incluindo as áreas de Abyei e Heglig, que são ricas em petróleo e ainda compartilham uma área de 1.800 km de fronteira.

A extração do óleo é responsável por 98% das riquezas obtidas pelos sul-sudaneses, mas as exportações tiveram que ser interrompidas em janeiro por falta de um acordo de taxas de trânsito com o Sudão.

Comemoração

Apesar de não terem deixado pendentes pontos importantes, os dois países comemoraram o acordo, que foi celebrado com a presença de mediadores africanos em Adis Adeba, na Etiópia.

O ditador sudanês, Omar Hassan al Bashir, afirmou que é “um momento histórico para fazer a paz” com os sul-sudaneses, que travaram uma longa guerra civil com o governo de Cartum. “Estamos decididos a cumprir com o que assinamos, em nome da paz e da estabilidade dos nossos dois povos”, disse Bashir.

O otimismo foi compartilhado pelo presidente do Sudão do Sul, Salvo Kiir. “Hoje é um grande dia na história de nossa região, já que presenciamos a assinatura do acordo de cooperação que põe fim ao longo conflito entre nossos dois países.”