O Sudão do Sul vai realizar eleições gerais entre maio e julho deste ano, informou nesta quinta-feira um porta-voz do governo. Segundo o anúncio, o governo concederá anistia aos rebeldes para estimular uma ampla participação no pleito.

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“Vamos realizar eleições em 2015, já que não deixaremos nossa democracia ser refém da violência. Um orçamento foi aprovado e nós pedimos que todos participem. O poder do Sudão do Sul não será alcançado por meio de armas, mas sim por cédulas”, disse a secretária de imprensa do governo, Ateny Wek Ateny. Segundo ela, o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, está convicto de que as eleições serão transparentes e um reflexo da vontade do povo.

Um porta-voz dos rebeldes criticou a anistia concedida pelo governo, alegando que os militantes não cometeram nenhum crime. Os rebeldes também rejeitaram as eleições, duvidando de sua credibilidade. “Nós não acreditamos que as eleições que o governo está organizando serão livres e justas. Nós não vamos fazer parte dela”, disse um dos líderes dos rebeldes.

Em maio do ano passado, Kiir chegou a afirmar que a próxima eleição geral, originalmente prevista para este ano seria adiada para 2017, devido à contínua instabilidade e violência do país. Os combates eclodiram no país, que é rico em petróleo, há cerca de um ano, entre partidários de Kiir e seguidores do ex-vice-presidente, Riek Machar. O atual presidente, da etnia dika, é acusado de ter dado um golpe para derrubar Machar, da etnia nuer.

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Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), dezenas de milhares de pessoas morreram e mais de 1,9 milhão de pessoas deixaram o país devido aos conflitos. Fonte: Associated Press.