O subsecretário de Estado norte-americano, William Burns, chegou hoje ao Cairo para avaliar a situação no Egito, dez dias depois da queda de Hosni Mubarak. Além de reunir-se com integrantes da administração militar interina, o veterano diplomata também vai se encontrar com representantes da sociedade civil, segundo informou a embaixada dos Estados Unidos.

Ao anunciar a visita de Burns, na semana passada, a secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que os EUA vão oferecer ao Egito US$ 150 milhões para ajudar na transição política e econômica do país.

Burns chega ao Cairo no momento em que os levantes no mundo árabe – inspirados pelos 18 dias de manifestações contra Mubarak e pela queda, um pouco antes, do presidente da Tunísia – se expandem do Golfo Pérsico para o Magreb. Ele chegou pouco antes de o primeiro-ministro britânico, David Cameron, aterrissar no Cairo e tornar-se o primeiro líder estrangeiro a visitar o Egito desde a queda de Mubarak.

Falando aos jornalistas depois de uma reunião com o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, com quem ele discutiu os protestos no Egito e no Oriente Médio, Burns saudou os egípcios por sua “histórica transição para a democracia”. Washington aguarda a lista de prioridades do novo governo e vai encorajar “medidas concretas” na direção de uma verdadeira mudança política, disse o subsecretário.

“Os Estados Unidos esperam continuar a ser um parceiro muito forte do Egito e dos egípcios”, acrescentou o diplomata. “Este é um momento de promessas extraordinárias para o Egito e os egípcios. Trata-se de uma transição histórica para a democracia, o momento no qual as vozes, a coragem, o sacrifício e a impressionante determinação pacífica da Praça Tahrir são ouvidos em toda a região e em todo o mundo”.

Burns afirmou também que “respeitamos e admiramos o que foi conquistado – mas nós sabemos que o que está por vir não será fácil”. As informações são da Dow Jones.