As forças de segurança da Síria abriram fogo contra manifestantes que foram às ruas após as preces desta sexta-feira, horas após soldados matarem pelo menos quatro pessoas em incursões pela província de Hama, segundo ativistas. Os ativistas disseram que não havia notícias sobre mortes de manifestantes após as orações. A oposição síria condenou os protestos desta sexta-feira, prometendo “continuar até a deposição do regime”.

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O grupo sediado em Londres Observatório Sírio pelos Direitos Humanos afirmou que muitos disparos foram ouvidos no entorno da mesquita Rawda, na cidade de Deir el-Zour, leste sírio. Segundo a entidade, as forças de segurança abriram fogo perto de uma mesquita em Daraya, subúrbio de Damasco.

O ativista Mustafa Osso, que vive na Síria, disse que milhares de pessoas foram às ruas em cidades de maioria curda do nordeste do país, como Qamishli, Amouda, e Derbasiyeh.

O observatório afirmou que os ataques ocorreram mais cedo nesta sexta-feira, na província central de Hama, deixando pelo menos quatro pessoas mortas e 11 feridas. A TV estatal afirmou que um policial foi morto e quatro ficaram feridos na sexta-feira, quando eles foram atacados na vila de Busra Hariri, na província de Deraa, onde os protestos começaram há seis meses.

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Um levante popular começou na Síria em meados de março, em meio a uma onda de protestos contra o governo no mundo árabe que já derrubou autocratas na Tunísia, no Egito e na Líbia. O presidente Bashar Assad reagiu com uma repressão violenta, que já deixou 2.600 mortos segundo as Nações Unidas. A Síria diz que o regime enfrenta terroristas e baderneiros, não reformistas. Na segunda-feira, um alto assessor do presidente, Buthaina Shaaban, disse que o número de mortos era de 1.400, sendo a metade das forças de segurança e a outra metade da oposição. As informações são da Associated Press.