Sobe para 50 total de mortes em atentados no Iraque

Subiu para ao menos 50 o total de mortes provocadas por ataques atribuídos a militantes sunitas hoje, em Bagdá, segundo informou a polícia do Iraque. Mais de 130 pessoas ficaram feridas. Apesar de a violência ter diminuído no país nos últimos meses, procissões religiosas, lugares sagrados e forças de segurança continuam sendo atacados por insurgentes.

No pior ataque desta quarta-feira, 32 pessoas morreram em um atentado suicida contra peregrinos xiitas que se dirigiam para um evento religioso. Nesse ataque, o militante suicida agiu no bairro sunita de Azamiyah, na zona norte de Bagdá, perto de uma das extremidades de uma ponte que leva ao bairro xiita de Kazamiyah, onde terminaria a peregrinação. O atentado ocorreu perto da ponte onde, em 2005, cerca de 900 pessoas morreram em meio a um corre-corre iniciado à medida que se espalhava o boato de que um militante suicida estava prestes a atacar.

Outros atentados perpetrados nesta quarta-feira em diferentes partes de Bagdá deixaram mais 18 mortos e 43 feridos. Autoridades iraquianas atribuem a onda de ataques a extremistas sunitas interessados em desestabilizar o país em um momento no qual os Estados Unidos se preparam para tirar seus soldados do Iraque. Apesar de os iraquianos terem ido às urnas em 7 de março para eleger um novo governo, a ausência de um claro vencedor do pleito desencadeou disputas políticas que ainda não foram aplacadas.

Os ataques ocorreram apesar das medidas adicionais de segurança adotadas em Bagdá. A polícia iraquiana proibiu o tráfego de veículos pelo bairro de Kazimiyah, estabeleceu postos militares e posicionou cerca de 200 mil agentes de segurança no trajeto que leva à mesquita do bairro. A intenção era prevenir ataques insurgentes contra dezenas de milhares de peregrinos xiitas que marcam a morte de um reverenciado santo que viveu no século 8º.

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