Subiu para 12 o total de mortos em um ataque realizado por militante suicida contra fiéis xiitas ao sul de Bagdá, segundo informações de autoridades locais. Outras 18 pessoas ficaram feridas no incidente. O ataque ocorreu um dia após parlamentares iraquianos terem aprovado o tratado de segurança entre o país e os Estados Unidos, que permitirá às tropas norte-americanas ficarem mais três anos no Iraque.

Um oficial da polícia, que sob a condição de anonimato, disse que a detonação dos explosivos do homem-bomba matou 12 pessoas, inclusive uma mendiga que pedia esmolas nas imediações. O Exército norte-americano, por sua vez, afirma que oito pessoas morreram e 15 ficaram feridas. Não há explicação para a discrepância.

O ataque atingiu uma das mesquitas controladas pelo clérigo radical xiita Muqtada al-Sadr. Ninguém assumiu a autoria do ataque, mas atentados realizados por suicidas, tanto homens quanto mulheres, são uma das marcas da Al-Qaeda no Iraque.

Enquanto isso, Muqtada al-Sadr fez um apelo à população iraquiana para que proteste pacificamente contra a aprovação do tratado com os EUA no Parlamento. O xeque Salah al-Obeidi leu hoje o comunicado de al-Sadr para a imprensa na cidade sagrada xiita de Najaf. O comunicado pede por “protestos públicos pacíficos” e bandeiras negras para significar sinal de luto, mas não ameaça colocar em campo novamente as milícias de al-Sadr contra os americanos.

Um porta-voz do clérigo xiita também afirmou que foi pedido aos partidários que fechem os escritórios por três dias, em protesto “para mostrar a tragédia que caiu sobre nós”.