A Síria refutou hoje acusações de que forneceu ajuda militar ao governante da Líbia, Muamar Kadafi, que combate a insurgência no país. “Nós não estamos a favor de uma parte e nem de outra”, disse o ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Muallem, em coletiva de imprensa na capital síria com sua colega espanhola, Trinidad Jiménez.

“Nós não damos apoio militar a nenhuma das partes”, disse Muallem. Ele desmentiu que pilotos sírios tenham participado de bombardeios desfechados por Kadafi contra o leste da Líbia. Segundo o chanceler, a Síria defende uma solução diplomática para a crise na Líbia, que poderia começar com um cessar-fogo entre Kadafi e os insurgentes. “A partir da trégua, o diálogo poderia começar entre os irmãos líbios”, afirmou.

A Síria e a Argélia foram os dois únicos países da Liga Árabe, que tem 22 integrantes, a manifestarem reservas a respeito da criação de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia. A liga tomou uma resolução favorável à criação da zona de exclusão aérea no último dia 12. As informações são da Dow Jones.