O governo da Síria criticou duramente a investigação que concluiu que o gás sarin foi usado em um ataque na Síria em abril. O resultado da investigação foi apresentado na sexta-feira pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW, na sigla em inglês), uma entidade internacional que monitora o uso de armas químicas. Segundo o governo sírio, a investigação se apoia em testemunhos de “terroristas” e é falsa.

O Ministério das Relações Exteriores da Síria pediu, em comunicado divulgado neste sábado, que a Organização para a Proibição de Armas Químicas prepare “relatórios imparciais e críveis que não tenham sido submetidos a extorsões por países e partidos que impeçam que ele alcance a verdade”. O ministério qualifica a conclusão da investigação como “a criação de uma mente doente”.

Os resultados divulgados na sexta-feira indicam que o gás nervoso sarin foi usado no ataque de 4 de abril na cidade de Khan Sheikhoun, na província de Idlib, matando mais de 90 pessoas, incluindo mulheres e crianças. O relatório, contudo, não atribuiu responsabilidade pelo ataque. Fonte: Associated Press.