O presidente da Síria, Bashar al-Assad, anunciou hoje que as sentenças para os que forem culpados por “crimes de honra” irão triplicar, para um período entre cinco e sete anos de prisão.

A imprensa estatal informou que Assad já sancionou as emendas na lei, a qual estipulava uma pena de somente dois anos de prisão para os que matassem uma parente por ter relações sexuais consideradas ilícitas, o que no país significa uma mulher fazer sexo fora do casamento. Ativistas afirmam que entre 150 e 200 mulheres sírias são mortas por parentes a cada ano, para preservar noções conservadoras e tribais de “honra familiar”.

Os “crimes de honra” na Síria ocorrem principalmente em áreas rurais. Bassam al-Qadhi, diretor do Observatório das Mulheres da Síria, criticou a nova lei como ainda muito branda e pediu que os culpados sejam sentenciados a pelo menos 15 anos de prisão. As informações são da Associated Press.