Uma pesquisa de boca de urna mostrou que o “sim” predominou no referendo realizado neste sábado no Equador, que questionou a população a respeito de reformas em várias frentes. Cerca de 11 milhões de eleitores foram às urnas opinar sobre a reestruturação do sistema judiciário, a regulação da propriedade e do conteúdo dos meios de comunicação, a proibição de cassinos, entre outras questões, num total de dez. A consulta foi apoiada pelo presidente Rafael Correa, no poder desde 2007.

A pesquisa de boca de urna foi realizada por duas estações de televisão e pelo especialista Santiago Perez. Envolveu 23 mil pessoas em todo o país. De acordo com Perez, o “sim” venceu na maioria das províncias. Outro levantamento, realizado pelo instituto Cedatos-Gallup Internacional, informou que 51% dos votos válidos indicavam o “sim”, ante 43% do “não”.

No referendo, os eleitores opinaram sobre a controversa reforma judicial que pretende substituir o Conselho da Magistratura por um painel de três pessoas, com um membro designado pelo presidente, um pela Assembleia Nacional – onde Correa tem maioria – e um pela Função de Transparência e Controle Social, do governo. O referendo diz que uma revisão completa do sistema judicial deve ser realizada pelo painel, em um período de 18 meses.