Um notório separatista basco, condenado à prisão pela morte de 25 pessoas, incluindo 12 policiais, em um atentado à bomba em Madri, foi libertado neste sábado (2) de uma prisão espanhola, após passar 21 anos atrás das grades.

A TV local exibiu hoje cenas de Jose Ignacio de Juana Chaos deixando uma penitenciária de Aranjuez, cidade próxima à capital da Espanha, acompanhado pela esposa e dois advogados.

Chaos foi libertado no 40º aniversário do primeiro atentado do grupo separatista ETA (Pátria Basca e Liberdade), quando um policial foi morto em San Sebastián. Mais de 825 mortes são atribuídas ao grupo, que lidera uma violenta campanha por um estado basco independente no norte da Espanha e sudeste da França desde 1968. O último atentado assumido pela ETA, ocorrido em maio, causou a morte de um policial no vilarejo basco de Legutiano.

Chaos pertencia a uma das unidades de comando mais ativas da ETA e nunca expressou arrependimento por sua participação na morte de mais duas dezenas de pessoas. Manifestantes protestaram hoje, em San Sebastián, contra a libertação de Chãos. “Ao libertar um assassino como Chaos, o governo nos deixou órfãos”, disse Ruben Mugica, cujo pai, Fernando, um advogado conhecido e político socialista, foi morto por um pistoleiro da ETA em 1996.