O secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, disse neste sábado, em sua última visita ao Afeganistão, que as forças locais conseguirão combater os ataques do Taleban na capital e estabilizar o país. Hagel renunciou no dia 24 de novembro e deve deixar o cargo assim que o indicado do presidente Barack Obama, Ashton Carter, for aprovado pelo Congresso.

Segundo Hagel, não é surpreendente que o Taleban ainda consiga realizar ataques no Afeganistão, mesmo após ter sido tirado do poder em 2001, em uma invasão liderada pelos EUA depois dos ataques terroristas de 11 de setembro. “Eles continuarão tendo bolsões de insurgência e é previsível que continuem a fazer todo o possível para atrapalhar o novo governo do presidente Ashraf Ghani e do primeiro-ministro Abdullah Abdullah”, comentou.

De acordo com o secretário, durante a visita ele deve discutir com as autoridades locais como melhorar a segurança em Cabul. O principal motivo da viagem é reforçar o apoio ao novo governo e agradecer as tropas norte-americanas que ainda estão no país. A guerra dos EUA no Afeganistão, iniciada em 2001, já dura bem mais do que o esperado e deixou 2,2 mil norte-americanos mortos. Oficialmente o conflito deve terminar em 31 de dezembro, com a retirada de boa parte dos soldados dos EUA que ainda estão no país.

“Por mais difícil, desafiador e longo que isso tenha sido, sob qualquer definição o país e o povo afegão estão bem melhores hoje em dia do que estavam 13 anos atrás, pelo menos pela razão de terem a oportunidade de decidir o próprio destino, o próprio caminho, os próprios termos”, disse Hagel. “Eles ainda não chegaram lá, mas atravessaram um longo caminho e certamente os EUA têm crédito nisso”, acrescentou.

No auge do conflito, entre 2010 e 2011, os EUA chegaram a ter 100 mil soldados no Afeganistão, lutando ao lado de militares de uma coalizão de países, incluindo Reino Unido, Canadá, Austrália, Itália, Dinamarca, Turquia e Polônia. Cerca de 9,8 mil soldados norte-americanos devem continuar no país no próximo ano, como parte de uma missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para treinar e ajudar as forças locais nas missões contra terroristas. Fonte: Associated Press.