O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, afirmou que os Estados Unidos e a Turquia avaliam escolhas difíceis sobre como continuar a batalha contra o Estado Islâmico, na primeira visita de um graduado funcionário do governo do presidente Donald Trump a um aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Os dois países seguem em disputa sobre o apoio dos EUA aos combatentes curdos sírios. A Turquia diz que eles são um braço de uma organização militante curda que atua em seu país, mas os EUA argumentam que são os melhores parceiros na área para a coalizão internacional combater em Raqqa, capital de facto do Estado Islâmico na Síria.

“O que discutimos hoje são as opções que temos disponíveis para nós”, afirmou Tillerson em entrevista coletiva ao lado do ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu. “Há opções difíceis, deixem-me ser franco.”

Cavusoglu mostrou decepção com o apoio americano ao grupo curdo sírio, conhecido como YPG, e com o fato de o país não ter extraditado Fethullah Gulen, clérigo que vive nos EUA e a Turquia aponta como o responsável por uma tentativa de golpe em julho de 2016. Gulen diz ser inocente.

Os EUA designaram o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) como um grupo terrorista, mas não o YPG, que tem sido elogiado por militares americanos. Para a Turquia, ambos são a mesma coisa.

Tillerson disse também que caberia ao povo sírio decidir o destino do presidente do país, Bashar al-Assad. O secretário de Estado se reuniu em Ancara com o primeiro-ministro Binali Yildirim e, depois, com o presidente Recep Tayyip Erdogan. Ele não se reuniu com oposicionistas nem ativistas. Fonte: Dow Jones Newswires.