Sanções dos EUA podem dar ajuda política para Chávez

As sanções impostas pelos Estados Unidos contra a estatal petrolífera da Venezuela podem beneficiar o presidente venezuelano Hugo Chávez em vez de prejudicá-lo, ao alimentar a retórica antiamericana enquanto o líder esquerdista consegue apoio para as eleições presidenciais do próximo ano.

Opor-se a Washington é uma estratégia corriqueira para ganhar votos em muitas partes da América Latina, e poderia fornecer um impulso para a reeleição de Chávez, que está há 12 anos no poder e se tornou o crítico mais ferrenho aos EUA na região.

“Chávez está usando (as sanções) como uma arma para consolidar sua base, colocar a oposição em uma situação desconfortável e angariar apoio para sua campanha eleitoral”, afirmou Aníbal Romero, professor aposentado de ciências políticas de Caracas.

Enquanto os analistas esperam que as sanções recentes não tenham muito efeito sobre a Petróleos de Venezuela (PDVSA) , a reação do governo Chávez gerou mal-estar entre detentores da dívida venezuelana nos últimos dias. O governo Chávez tem pregado que as sanções são uma usurpação da soberania da Venezuela. O presidente da PDVSA, Rafael Ramirez, declarou a uma multidão ontem que, ao aplicar as sanções, as autoridades americanas “bateram com tudo o que tinham”.

Em um comentário no Twitter, Chávez chamou de “nova agressão” pelo “governo imperialista gringo”. Chávez diz que a Venezuela cresceu menos dependente dos EUA por causa do aumento dos laços com países como China e Rússia, e chegou até a insinuar uma ruptura diplomática com os EUA, mas não anunciou nenhuma medida específica.

“Acho que a reação (de Chávez) é típica, muito antiamericana e muito dura. Acho que ele late mais que morde”, disse Terry Hallmark, diretor de análise de política e risco do escritório da IHS, empresa de pesquisa sobre indústria energética. “Tenho certeza de que Chávez está tentando tirar o máximo de proveito político disso”. A oposição política na Venezuela também se colocou contra as sanções de Washington. As informações são da Dow Jones.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.