Onze ministros renunciaram a seus cargos no Líbano, causando o colapso do governo liderado pelo primeiro-ministro Saad Hariri. Dez dos ministros que renunciaram pertencem ao partido xiita Hezbollah (“Partido de Deus”). O Hezbollah exigia que Hariri, que está nos Estados Unidos, rejeitasse um relatório do Tribunal Especial da Nações Unidas que investiga o assassinato de seu pai, o ex-primeiro-ministro Hafiq Hariri, ocorrido em 2005.

Há informes não confirmadas de que o relatório do tribunal da ONU, que ainda não foi divulgado, vai associar líderes do Hezbollah ao assassinato. O partido nega participação e recentemente exibiu vídeos que sugerem que o crime tenha sido cometido por agentes israelenses.

Nos últimos dias, o primeiro-ministro Hariri reuniu-se em Nova York com o rei Abdullah, da Arábia Saudita, com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. Ele se reuniria hoje na Casa Branca com o presidente norte-americano, Barack Obama. As informações são da Dow Jones.