A Rússia vetou resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) que pedia que os países não reconhecessem o resultado do referendo deste domingo que vai determinar se a Crimeia deixa de ser parte da Ucrânia para ser anexada à Rússia. A resolução proposta pelos Estados Unidos foi derrotada por 13 votos contra 1, com abstenção da China.

A única incerteza com relação a votação era se a China iria mesmo se abster ou se daria um voto. Forte aliada da Rússia, a China é sensível a temas de unidade territorial por conta do Tibete. Diplomatas do oriente disseram que forçaram a Rússia a vetar a resolução para ressaltar o isolamento de Moscou.

O embaixador da China na ONU, Liu Jieyi, chamou a crise da Crimeia de “altamente complexa e sensível” e condenou atos de violência por parte de “extremistas”. A China reiterou seu apoio a integridade territorial e conta a interferência em assuntos internos de outros países. A enviada dos Estados Unidos, Samantha Power, chamou o referendo de domingo de “apressadamente planejado, injustificado e divisivo”.

Em resposta à saída do presidente ucraniano eleito democraticamente Viktor Yanukovych em 22 de fevereiro e a indicação de extremistas de direita no novo governo ucraniano, a Rússia deslocou milhares de tropas para a Crimeia naquilo que Moscou definiu como um esforço para proteger a maioria étnica da região. A ação foi condenada pela maior parte do mundo.

A resolução do Conselho de Segurança da ONU propunha a declaração de que o referendo sobre anexação da Crimeia pela Rússia não poderia ter validade e não poderia servir de base para alteração do status da Crimeia. Moscou não indicou se pode reconhecer a Crimeia como parte de seu território ou quando isso pode acontecer caso essa seja a escolha dos que participarem do referendo. Fonte: Dow Jones Newswires.