O secretário de Defesa da Grã-Bretanha, Michael Fallon, disse nesta quinta-feira que a Rússia representa um “perigo presente e real” para a segurança da Europa e que poderá tentar desestabilizar os países bálticos, ex-repúblicas soviéticas que agora fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

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Fallon afirmou que as tensões entre Moscou e a Otan estavam “subindo” e que a organização deve estar pronta para a ameaça do presidente russo, Vladimir Putin, contra a Letônia, a Estônia e a Lituânia.

“Estou preocupado com a pressão de Putin sobre os bálticos, o modo que ele testa a Otan”, disse. “Putin é uma ameaça para a Europa assim como o Estado Islâmico.”

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Lukashevich, refutou os comentários de Fallon. “A ameaça mítica da Rússia nunca existiu”, disse à agência Interfax. “É o bloco do Atlântico Norte que apresenta ameaças que nós temos de levar em conta em nosso planejamento militar.”

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Representantes dos países bálticos não se mostraram alarmados com as declarações de Fallon.

O ministro da Defesa da Letônia, Raimonds Vejonis, disse que os líderes políticos russos são imprevisíveis, mas “nós não vemos ameaças na Letônia e a probabilidade disso acontecer com nossos vizinhos é muito baixa”.

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O primeiro-ministro da Estônia, Taavi Roivas, disse que não é preciso “pessimismo excessivo ou pânico generalizado”. “A Otan é forte, a Otan é unida.” Fonte: Associated Press.