A Rússia criticou neste domingo a resolução do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU sobre o massacre ocorrido na cidade síria de Houla por este atribuir toda a responsabilidade pelo ocorrido ao regime de Bashar al Assad. “Nos causam a maior das inquietações as tentativas de alguns países de determinar tão cedo os culpados sem esperar os resultados (oficiais da investigação)”, diz um comunicado do Ministério das Relações Exteriores russo.

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A nota acrescenta que essas tentativas são utilizados para “exercer pressão sobre o Conselho de Segurança da ONU e (…) para frustrar o plano (de paz) do enviado especial internacional Kofi Annan”. A Chancelaria russa se manifestou contra o “uso do CDH para iniciar um cenário violento na Síria”, e considera essencial “não antecipar os resultados da investigação do crime em Houla”.

O CDH aprovou na sexta-feira, por grande maioria, uma resolução em favor de uma investigação “integral, independente e sem restrições” do assassinato de mais de cem civis em Houla no dia 25 de maio. O texto foi aprovado com 41 votos a favor, três contra (China, Rússia e Cuba) e duas abstenções (Equador e Uganda). A resolução condena “o escandaloso uso da força contra a população civil, que viola o direito internacional”, e pede ao governo da Síria a “acabar com a violência em todas suas formas, incluindo o fim do uso de armamento pesado em cidades”.

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