A República Dominicana fechou sua fronteira com o Haiti para evitar a disseminação de uma possível epidemia de cólera, que tem se espalhado nos últimos dias pelo país já atingido por um terremoto este ano. Autoridades em Santo Domingo disseram que a entrada no país para pessoas vindas do Haiti será bastante restrita, e a segurança fronteiriça ficará reforçada para garantir o cumprimento das novas normas.

“Nós manteremos supervisão estrita de nossos portos, aeroportos e pontos de passagem fronteiriça para evitar a transmissão da doença em nosso país”, disse ontem Bautista Rojas, ministro da Saúde na nação caribenha, segundo a imprensa local. Funcionários dominicanos disseram que apenas os haitianos com os vistos necessários e que passaram por um exame médico rigoroso poderão entrar no país, segundo jornais locais. Até agora, não há registro de casos de cólera na República Dominicana.

Funcionários em Santo Domingo disseram que, como uma precaução diante do risco da chegada do cólera vindo do vizinho, eles fecharão um popular mercado a céu aberto que opera na fronteira comum entre os dois países. Os comerciantes do local haviam sido proibidos de importar produtos alimentícios do Haiti.

Mais de 1 milhão de haitianos vivem e trabalham na República Dominicana, com quem o Haiti compartilha a ilha caribenha de Hispaniola. Funcionários do setor de saúde no Haiti disseram que aparentemente conseguiram começar a controlar a epidemia de cólera, a primeira no empobrecido país em mais de um século. Pelo menos 259 já morreram no Haiti por causa da doença.

Autoridades temem que a doença, até agora contida no interior do Haiti, possa chegar aos miseráveis acampamentos em Porto Príncipe. Nesses lugares, centenas de milhares de refugiados têm vivido desde o violento terremoto de janeiro, que devastou a capital haitiana e matou mais de 250 mil pessoas. As informações são da Dow Jones.