A desconfiança dos italianos com relação aos imigrantes está aumentando, em especial com os islâmicos, visto que quase um em cada três cidadãos se opõe à construção de mesquitas no país, e a contenção e a regulamentação da imigração é apontada como um dos dez maiores problemas atuais no país, informou um relatório apresentado nesta terça-feira (29).

Uma investigação realizada pelo instituto Makno para o Ministério do Interior apontou que residem, na Itália, 2,4 milhões de estrangeiros com permissão regular de permanência e que mais de 88% deles vivem no centro-norte do país.

O ministro do Interior, Giuliano Amato, apresentou hoje o estudo, segundo o qual, os imigrantes são vistos, sobretudo, como trabalhadores e como um recurso econômico.

A porcentagem de estrangeiros que residem na Itália, em relação ao total da população do país, é de apenas 5%, baixa se comparado a outros países europeus.

O relatório destacou que há uma grande diferença entre a porcentagem que reside no centro-norte da Itália, onde os imigrantes representam 6,8% da população, e no sul, onde são apenas 1,6%.