O presidente cubano, Raúl Castro, anunciou a comutação das penas de morte de alguns prisioneiros e disse que vai estudar o caso de dois centro-americanos que atacaram hotéis de Havana em 1997.

O anúncio foi feito durante um discurso na reunião do Partido Comunista de Cuba, realizada ontem à noite e transmitida pela televisão estatal.

O presidente disse que a comutação vai beneficiar um número ainda não definido de condenados que "cometeram delitos de máxima gravidade, essencialmente contra a vida".

Além disso, falou que estuda comutar as penas de "um salvadorenho e um guatemalteco por atos terroristas com bombas que atingiram hotéis (de Havana) em 1997", em que morreu o italiano Fabio di Celmo.

Raúl Castro comentou que essas medidas "não significam que vamos acabar com a pena de morte".

"Em diversas ocasiões discutimos sobre o tema e sempre prevaleceu a decisão de que não podemos nos desarmar diante de um império que não pára de nos perseguir e nos agredir", acrescentou.

O presidente cubano apontou também que "o terrorismo contra Cuba tem gozado de total impunidade nos Estados Unidos. Trata-se de um verdadeiro terrorismo de Estado".

Em Cuba, a pena de morte não é aplicada desde 2003, quando foram julgados, condenados e executados três homens que tentaram chegar aos Estados Unidos em uma embarcação com reféns.

Raúl Castro disse que essas execuções tiveram como objetivo "frear as mais de 30 tentativas de seqüestro de aviões e barcos que eram apoiadas pela polícia dos Estados Unidos".