A rainha da Holanda, Beatriz, decidiu realizar eleições nacionais no dia 12 de setembro após a renúncia do primeiro-ministro Mark Rutte, que permanecerá no cargo interinamente até o pleito. A Holanda ficará por mais de quatro meses com um governo interino, que luta para manter o déficit do orçamento dentro do limite de 3% da União Europeia (UE).
O ministro de Finanças, Jan Kees de Jager, teve reuniões nesta quarta-feira em uma tentativa de encontrar um denominador comum entre os vários partidos políticos, antes de um debate que acontecerá amanhã sobre as finanças públicas do país.
Após apenas 18 meses de governo, Rutte apresentou seu pedido de renúncia na segunda-feira por não conseguir aprovar no Parlamento uma proposta que reduziria os gastos públicos em bilhões de euros. A extrema direita holandesa, que dava apoio ao governo de coalizão de centro-direita, abandonou a base parlamentar do primeiro-ministro, que ficou sem a maioria no Parlamento.
Em reunião com Rutte na noite de ontem, a rainha Beatriz o orientou a dissolver o Parlamento e marcar eleições para 12 de setembro.
Rutte é um dos principais críticos dos países que não seguem as regras orçamentárias da União Europeia e agora, no governo provisório, enfrenta a difícil tarefa de reduzir o déficit holandês a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013. Partidos de oposição dizem que cortes orçamentários drásticos prejudicariam a economia.
A agência de classificação de risco Fitch publicou hoje um relatório no qual manteve a classificação de risco triplo A da Holanda, embora tenha alertado que se o país fracassar em reduzir o déficit a 3% do PIB em 2013, a pressão sobre a nota holandesa aumentará. Para 2012, projetou a agência, o déficit holandês deverá ser de 4,5% do PIB.
As informações são da Associated Press e da Dow Jones.


