Quirguistão vota para formar parlamento democrático

Eleitores foram às urnas hoje no Quirguistão para escolher um novo e fortalecido parlamento. O governo espera que ele seja um instrumento para uma nova era democrática sem precedentes no país, que está na região da antiga União Soviética e mantém uma base aérea vital para os Estados Unidos, perto do Afeganistão. O país deve adotar o sistema parlamentarista de governo em uma votação que correu sem grandes problemas e foi elogiada pelos americanos.

A votação ocorreu depois de um ano exaustivo de turbulência política e violência étnica no Sul do país. A eleição envolve 29 partidos que concorrem entre si e a criação de uma forte legislatura que diferenciará o Quirguistão de outras antigas repúblicas soviéticas na Ásia Central, onde o poder geralmente é detido por líderes autoritários e pouco confiáveis. Um Quirguistão democrático pode criar desconforto político em países vizinhos e ajudar a fortalecer ideais democráticos.

Quando os votos forem contados, os partidos políticos terão de começar a trabalhar para definir como dividirão o poder. Sob o novo sistema, o parlamento terá de chegar a um acordo sobre formação de governo e escolher um primeiro-ministro.

A Comissão Central de Eleição anunciou que mais de 55% dos eleitores compareceram. Embora tenha sido menos do que o normal no país, é uma demonstração intuitiva de engajamento político, já que não há evidências de pessoas que tenham sido obrigadas a votar.

Dos 29 partidos na corrida eleitoral pelos 120 assentos disponíveis, a expectativa é de que 6 ocupem posições. Nenhum deve receber mais de 15% dos votos ou ficar com mais de 65 assentos, de modo que um governo de coalização é inevitável. Todas as vagas serão ocupadas pelo sistema de voto em lista.

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