Quirguistão quer negociar presença de tropas dos EUA

O Quirguistão deseja negociar um novo acordo permitindo que as tropas norte-americanas operem no país, disse nesta quinta-feira (5) um porta-voz do presidente Kurmanbek Bakiyev. A nação da Ásia central ordenou no mês passado que os Estados Unidos deixem em seis meses a base aérea Manar, considerada essencial na campanha no Afeganistão. Bakiyev anunciou o fechamento pouco depois da Rússia oferecer um pacote de US$ 2,15 bilhões em empréstimo e ajuda à empobrecida nação ex-soviética.

O porta-voz presidencial afirmou que a decisão não seria mudada, mas indicou que um novo acordo permitindo a presença das tropas norte-americanas no país poderia ser negociado. Passam mensalmente pela base 15 mil tropas e 500 toneladas de cargas para o Afeganistão. Bakiyev alega que os EUA não atenderam aos seguidos pedidos por um aumento no aluguel anual de US$ 17,4 milhões pela área. A perda da base é um sério desafio para o presidente norte-americano, Barack Obama, que planeja enviar mais 30 mil soldados ao território afegão para enfrentar o Taleban e a Al-Qaeda.

A Rússia nega qualquer vínculo entre o pacote de ajuda e o cancelamento da presença dos EUA na base. Moscou teme a violência no Afeganistão, mas também vê com ressalvas a presença norte-americana na Ásia central, considerada pelos russos parte de sua esfera de influência. Moscou concordou recentemente em permitir que os EUA transitem cargas não letais para o Afeganistão por seu território e estudará se permite também a passagem de armas.

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