Pelo menos 203 tibetanos foram mortos na repressão chinesa após os protestos na província, disseram nesta terça-feira (29) líderes do governo tibetano no exílio. A estimativa é quase dez vezes maior que o total oficial, de 22 mortos. O número do governo exilado na Índia foi obtido de contatos do grupo na província. Não é possível verificar de forma independente os números, pois a China restringe a circulação na região desde o início dos protestos. Além disso, segundo o porta-voz dos exilados, Thubten Samphal, mais de mil tibetanos ficaram feridos e mais de 5.700 foram presos.

"Nós chegamos a esses dados após examinar cuidadosamente as fontes. Nossa equipe de pesquisas tentou confirmar os dados através de contatos diretos e também de testemunhas no Tibete", disse Samphal. "Nós tememos que o número exato seja ainda maior, já que notícias das áreas remotas são quase inexistentes." Os protestos contra o governo central se tornaram violentos em 14 de março na capital provincial, Lhasa.

Desde então, a circulação de estrangeiros está proibida na província. Os protestos foram inicialmente pacíficos, liderados por monges budistas, realizados no dia 10 de março, aniversário de uma fracassada insurgência contra o governo chinês. Quatro dias depois, tibetanos começaram a atacar carros, lojas e membros da etnia han, majoritária no país.